19 outubro 2009
I Conferência Municipal de Cultura de Juiz de Fora define prioridades para o setor
07 julho 2009
18 dezembro 2007
Quando o baixo é o instrumento principal
A parceria dá ao público da cidade o privilégio de ver Dudu e Jordan tocando juntos e ao vivo pela quarta vez, no show que terá ainda Big Joe Manfra e Ivan Conti Mamão (Azymuth), além do quarteto local Weber Martins, Dudu Viana, Ricardo Itaborahy e Leandro Schio. “Somos amigos há décadas. Dividir o palco com eles é olhar para trás e saber que o rumo tomado foi bom, provocou a união, a amizade e o crescimento conjunto de técnica, concepção e amizade”, diz Dudu.
O repertório será baseado no DVD, cujo material havia sido gravado em outubro de 2006, mas a disponibilidade de Jordan em participar do registro fez todo mundo voltar para o palco dois meses depois, quando o guitarrista excursionava pelo país. Os dois primeiros discos de Dudu, “Regina” e “Nossa história”, foram integralmente autorais. Desta vez, ele optou por registrar as músicas que mais marcaram sua carreira, utilizando baixo acústico e elétrico. “É um resumo do que fiz nestes 20 anos”, sintetiza, frisando que há muita música brasileira, além do jazz, que permite maior liberdade ao contrabaixo com mais freqüência que outros estilos.
“Quando se fala em jazz, imagina-se logo os standards americanos, mas, na verdade, estamos falando de música instrumental. Sempre toquei muita música mineira, ‘Cravo e canela’, ‘Nascente’ fazem parte do meu repertório, mas escolhi ‘Clube da esquina 2’ para fazer parte do disco porque tinha um arranjo que toco há 15 anos”, explica Dudu, dizendo que Milton Nascimento foi sua primeira influência - “lá em casa todo mundo ouvia” -, sem deixar de citar Toninho Horta. Neste formato das mais tocadas, entraram para o disco “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso), “Brasileirinho” (Waldir Azevedo), “O trenzinho do caipira” (Villa-Lobos) e “Mercy, mercy, mercy” (Joe Zawinul), além de composições próprias, como “Regina”, gravada por Stanley Jordan em seu próximo CD.
Música espiritualDudu começou a tocar aos 11 anos. Aos 13, já ganhava dinheiro com música e, aos 15, dividia seu tempo entre dar aulas na cidade e estudar com Yan Guest e Adriano Giffoni, no Rio. O que estimulou tanto trabalho desde cedo? Dudu explica: “L0go que comecei a tocar, ganhei uma fita de vídeo do baixista americano Jaco Pastorius, que influenciou toda uma geração. Isso foi por volta de 1985, quando Jaco morreu. Antes dele, havia contrabaixistas acústicos de destaque, mas foi ele quem definiu o contrabaixo como instrumento solo. Na minha inexperiência, entendia pouca coisa do que estava vendo, mas sabia o que queria estudar, o que queria fazer com a música. Isso me deu uma direção, um caminho a seguir.”
E este caminho é muito próximo daquele seguido por Stanley Jordan. Ambos compartilham a mesma visão da música como algo espiritual. “Depois do primeiro show que fizemos, ele me deu um abraço e ficamos conversando por umas quatro horas. Acho que temos uma telepatia musical. A pessoa que ele é, a afinidade que a gente tem, o jeito de ver as coisas com profundidade e mais de 120 shows juntos. Tudo isso nos mostra o lado espiritual da música. Somos profissionais, vivemos disso, mas a música tem um lado de vocação, de transformação, que queremos levar para todo mundo”, diz Dudu.
Para Dudu e Jordan, esta extensão “para todo mundo” pode não incluir os meios de comunicação de massa, mas passa por hospitais e favelas. O mesmo show que fizeram no Teatro Municipal de São Paulo há pouco tempo foi apresentado na favela do Capão Redondo. “Não há diferença na receptividade, só no cenário”, afirma o baixista, acrescentando que, no mesmo dia, a comunidade recebeu shows de Lecy Brandão e de um DJ, além dos instrumentistas, sabendo apreciar todos os estilos.
A Groia Filmes aposta no bom resultado do DVD de Dudu Lima para captar recursos para os filmes “Lanterna Mágica” e “Tedem”, ambos habilitados na Lei Rouanet. O primeiro, com roteiro e direção de Alexandre Alvarenga (Xanxão), conta a história fictícia de um diretor de cinema frustrado que tenta realizar um filme sobre Carriço. Comandado por Franco Groia, “Tedem” é um vídeo documentário sobre a concepção do instrumento e do método de ensino de música criado por Estêvão Teixeira.
- Nesta quarta, às 22h no Comemorare (Rua José Lourenço nº 714 - São Pedro.). Ponto de venda: Microtools, Phormar e Livraria Leitura. Informações: 3217-7595.
17 dezembro 2007
Novos filmes
(Publicado na Coluna Cesar Romero do Jornal Tribuna de Minas, 16 de dezembro de 2007)
23 setembro 2007
Movimento Contemporâneo
“Um momento para discutir linguagens contemporâneas inseridas na dança.” É assim que a diretora da Ekilíbrio Cia. de Dança, Christine Silmor, define o Movimento Contemporâneo, que, este ano, está em sua segunda edição e se desenvolve a partir do tema “A construção de linguagens artísticas fora dos grandes centros”. O evento, direcionado para artistas, produtores, terapeutas e apreciadores da dança em geral, teve início ontem e continua hoje com apresentações performáticas e debates gratuitos, no Teatro do Pró-Música. Para a entrada, pede-se apenas a doação de um material de limpeza ou higiene.
A sessão de performances e espetáculos de dança será realizada das 19h30 às 21h30 e terá a participação de sete grupos de Juiz de Fora. Do Rio de Janeiro, virá a Cia. Eu com Ela, apresentando “Mana tão longe tão perto”, e de São Paulo, a Cia. de Dança Ame, com o show “Quem colabora em ou participa de outrem”. Entre as criações de companhias locais, o público poderá conferir “Pedaços de mim”, do Espaço de Dança JF, “Territórios”, da Voz do Corpo, “Trêmula”, da Y Cia. de Dança, e “60”, da Inércia Zero, além de “Mudança”, de Soraia Ramos, “À la table”, de Lia Mota, e “4’33”, de Raíssa Ralola.
Segundo Christine Silmor, a intenção é promover uma troca de linguagens e apresentar à cidade o que os grupos locais e de grandes centros, como Rio e São Paulo, têm pesquisado em termos de dança contemporânea. Ela afirma que esse movimento de pesquisa e prática está apenas começando em Juiz de Fora, e a expectativa é fazer este evento crescer a cada ano.
Ela defende a interação entre todas as formas de manifestação artística e considera que, atualmente, quem trabalha com arte deve saber utilizar os elementos tecnológicos disponíveis. E é sobre esse assunto que os convidados da mesa de debates deste sábado vão discutir, hoje às 21h30. Edson Leão falará sobre a perspectiva da música, Giovane Aguiar fará colocações sobre a dança, Marcos Marinho abordará aspectos do teatro e Franco Gróia responderá sobre questões relacionadas ao audiovisual. A mesa será mediada pelos filósofos Maria Helena Falcão e Thiago Adão Lara.
(Fonte: TM de 22 de setembro de 2007)
02 setembro 2007
Cinema em foco - À espera de um filme
Cópias insuficientes ou falta de interesse
03 agosto 2007
PBH sanciona lei sobre braile em bancos

12 julho 2007
Obra no Cine São Luiz é interrompida
Depois da tentativa de embargo das obras no Cine São Luiz na segunda, os fiscais da Secretaria de Política Urbana (SPU) voltaram ao local ontem, lacraram o prédio e entregaram a notificação de embargo e infração da obra a um contador local da Cia. Franco-Brasileira, proprietária do imóvel. “Paralisamos as obras, pois não havia licença para operar, e os responsáveis terão que se apresentar à junta de julgamentos fiscais para decidir sobre a penalidade”, disse o supervisor da Regional Centro da fiscalização da Prefeitura, Jurandir Alves Moreira.De acordo com a fiscalização, qualquer tipo de imóvel que passar por mudanças em sua estrutura precisa de alvará de construção, sejam eles comerciais ou residenciais. No caso de demolição, como aconteceu no Cine São Luiz, existe ainda uma autorização especial, e nenhuma delas teria sido requisitada à Prefeitura. Os proprietários têm sete dias para apresentar suas justificativas.
A denúncia de que o imóvel estava sendo parcialmente demolido para ser transformado em estacionamento, feita ontem pela Tribuna, surpreendeu a cidade, causando indignação. Procurado, o advogado da Franco-Brasileira, Ricardo Nemer, alegou que as obras estavam sendo realizadas pela empresa locatária, do Rio de Janeiro. A fiscalização, no entanto, diz que a responsabilidade é de ambas as empresas envolvidas. “Neste caso, pode ser responsabilizado tanto um quanto o outro. Notificamos o proprietário, pois não foi possível identificar o realizador da obra. Tudo precisa ser avaliado, é preciso comprovar que o locatário é o responsável, e ele precisa assumir esta responsabilidade. Se assim for, lavramos outro documento e cancelamos o anterior. Se nenhuma justificativa for apresentada, o julgamento prossegue sem elas”, informou Jurandir Alves Moreira.
Abalo às estruturas do patrimônioO prédio, que engloba o antigo cinema e o Hotel Renascer, tem fachada e volumetria tombadas como patrimônio municipal. No entanto, não existe lei de tombamento que determine o uso de imóveis protegidos. Apesar disso, segundo informações da Divisão de Patrimônio Cultural da Funalfa (Dipac), seria necessário realizar um estudo sobre a capacidade de carga e possíveis modificações internas, como remoção de pilastras, para saber se a estrutura agüentaria o volume de carros estacionados. Em caso de possível comprometimento, a obra não poderia ser realizada.
O advogado da Franco-Brasileira declarou, porém, não ter conhecimento da necessidade desta autorização, já que a informação não consta no decreto de tombo. A interpretação da Dipac, porém, é outra. Segundo o órgão, o decreto é submetido à lei municipal que rege o tombamento, e nela consta que qualquer modificação em imóvel tombado precisa passar, primeiro, por um estudo para apontar eventuais riscos à integridade física do espaço.
Embora o uso de bens tombados, em princípio, não seja limitado, a questão da ambiência tem sido amplamente discutida. Para os especialistas da Dipac, o uso do patrimônio precisa ser um instrumento de preservação, por isso seria necessário questionar se o uso pretendido agregaria valor ao imóvel. A idéia de preservação patrimonial tem sido revista não só na cidade, mas no Brasil e no mundo. Novos conceitos têm incluído, também, o entorno dos bens. No Rio, por exemplo, foram criadas as Áreas de Proteção de Ambiente Cultural (Apacs), com o objetivo de restringir a utilização de determinados prédios de interesse urbanístico declarado.
De acordo com profissionais da Dipac, está em discussão a revisão de processos para determinar tombamento integral de alguns bens da cidade. O tombamento de fachada e volumetria predominou por um período, mas a proteção total pode assegurar o cuidado com detalhes, como uma porta, um telhado, etc. Em casos como o do Cine São Luiz, é possível alterar paredes laterais, interior e fundos, porém não é permitido construir anexos ou pavimentos extras.
Cine São Luiz - Só fachada
Juiz de Fora perde um cinema que fez história nos décadas de 1960 e 70 no momento em que os esforços estão voltados para revitalizar a Praça Doutor João Penido e transformá-la em um centro de entretenimento e cultura. O Cine São Luiz, que há mais de 50 anos é espaço para projeções na cidade, deverá ser transformado em estacionamento. De propriedade da Companhia Cinematográfica Franco-Brasileira, o prédio está em obras desde a última semana e teve os projetores retirados e parte das poltronas removidas e acumuladas no saguão de entrada durante o final de semana. Ontem as obras continuavam com dois pedreiros trabalhando em horário integral. Informada pela Tribuna sobre as intervenções, a Prefeitura, por meio de sua assessoria, garantiu que a empresa não está autorizada a executar o trabalho e promete embargar a obra hoje pela manhã.Fiscais da Secretaria de Política Urbana (SPU) estiveram no prédio no final da tarde de ontem e notificaram os funcionários sobre a necessidade de licenciamento. O embargo não foi efetuado devido à ausência de um responsável. Ficais da SPU e equipe da Divisão de Patrimônio da Funalfa deverão verificar os trabalhos, para levantar possíveis danos e exigir reparação.
Não há mais público nem funcionários do extinto cinema. Pela sala, que foi uma das mais importantes nas décadas de 60 e 70, quando era palco para o lançamento das películas antes de chegarem nas outras salas de exibição, restam apenas entulhos, madeiras quebradas e muita poeira.
O espaço teria sido alugado para um grupo do Rio de Janeiro, que administra estacionamentos. Tombado como patrimônio do município em 1999, o cinema, juntamente com o Hotel Renascer - que funciona no piso superior -, compõe um prédio com características marcantes do estilo art déco, construído na primeira metade do século XX. Para a presidente do Programa de Estruturação e Revitalização da Memória Arquitetônica e Artística (Permear), Mônica Olender, trata-se de uma iniciativa condenável. “Hoje fala-se em revitalização daquele entorno, parte de um projeto ainda maior: a revitalização de todo o Centro de Juiz de Fora. A praça sempre foi porta de entrada do município, e o cinema faz parte disso tudo. É um absurdo que projetos como esse, que em nada contribuem para o resgate dessa efervescência cultural, continuem sendo pensados e realizados na cidade. A população precisa se mobilizar.”
Membro do Grupo de Cinéfilos e Produtores Culturais - Luzes da Cidade, Carlos Pernisa Júnior garante que não dá para evitar o estranhamento. “Vivi minha infância naquela praça. Retomar o São Luiz como espaço reconhecidamente de cinema é, de longe, a melhor alternativa. Ele integra o conjunto arquitetônico da Praça da Estação, além de estar próximo à Sociedade de Belas Artes e ao Museu Ferroviário, formando um bom circuito de cultura. Por mais que as obras não atinjam a fachada do edifício, ainda assim é questionável. Um estacionamento naquele lugar destoa do propósito de resgate histórico-cultural.”
Pelo decreto de tombamento do edifício (06445/99), foram considerados os valores histórico e cultural que envolvem o bem, além de sua integração ao conjunto arquitetônico da Praça da Estação. A estrutura predial é marcada por partes reentrantes e salientes, que dão ritmo à composição e permitem perfeita harmonia de proporções. Os balcões curvos ampliam a perspectiva e acentuam sua monumentalidade.
PJF prevê transformação em centro cultural. O projeto inicial para a revitalização da Praça da Estação, pensado pela Prefeitura em parceria com a Associação Comercial, consiste em transformá-la em uma praça de alimentação. Nesse cenário, o Cine São Luiz se tornaria um centro cultural e palco permanente para shows. Incomodado com o fim do cinema, o Secretário de Turismo, Indústria e Comércio, Ricardo Francisco, ressalta o fato de que, apesar de o imóvel ser particular, trata-se de prédio tombado. Nesses casos, os proprietários precisam solicitar licença junto à Divisão de Patrimônio da Funalfa, antes de qualquer intervenção. “Fiquei sabendo da obra no início da tarde e acionei a Secretaria de Políticas Urbanas (SPU) para que os fiscais fossem ao local. O interesse da administração municipal é de preservar a área.”
Ainda segundo Ricardo, o projeto de revitalização do Centro está na fase de desenvolvimento, com o diagnóstico dos imóveis. “Estamos realizando levantamento detalhado sobre o tamanho dos imóveis, potencialidade, e não leva em conta apenas a área externa. Precisamos de um escopo bem definido, até mesmo para conseguir parceiros de peso, como a Petrobras.”
Para o cineasta Franco Groia, as atuais obras no Cine São Luiz desperdiçam o potencial estratégico do prédio e refletem o poder especulativo dos proprietários. “Esse espaço poderia ser usado como um dos principais alicerces no projeto de revitalização do Centro. Otimizado, seria um belo começo para a retomada das atividades culturais naquela praça.”
- A Tribuna tentou contato com a Companhia Cinematográfica Franco-Brasileira, com sede no Rio, mas os responsáveis não foram localizados. A informação repassada por ex-funcionários da empresa é de que os locatários devem estar na cidade hoje para vistoriar as obras.
04 junho 2006
Na real
Os avanços tecnológicos trouxeram inúmeras vantagens aos artistas, principalmente no cinema. Se muitos ainda preferem a película (mais cara e mais trabalhosa), muitos outros dedicam-se a descobrir as maravilhas que o formato digital, mesmo com menor qualidade de imagem, proporciona em praticidade, logística e, principalmente, despesas. Em meio a esta configuração, o documentário emerge como a atual mania do audiovisual. Seja pela influência de casos bem-sucedidos, como os de Michael Moore (que ganhou Cannes e o Oscar), Eduardo Coutinho, João Moreira Salles, Wim Wenders, José Padilha e, recentemente, MV Bill, seja pela overdose de produções blockbuster, é perceptível que o interesse dos jovens cineastas têm se voltado para a possibilidade de capturar a realidade, in loco, com uma estética menos maquiada.
Mas, se diretores de ficção já encontram dificuldades na produção e, principalmente, na distribuição e divulgação de seus trabalhos, os documentaristas ainda lutam para conquistar seu lugar ao sol. Porém, pouco a pouco, os editais públicos passam a focar o formato, e festivais aparecem no país (ver quadro). “Infelizmente, os editais ainda são o único caminho, apesar de ter aumentado o interesse por parte dos canais de TV fechada”, ressalta o juizforano Marcos Pimentel, que já rodou 19 documentários. “O processo de formação do público também é lento, mas, graças a pessoas como Coutinho e Salles, o público vai se acostumando. Eles têm distribuição pela VideoFilmes e pela Conspiração, mas, por enquanto, a maioria de nós fica de fora do circuito comercial, restrita a festivais.”
Ainda que existam muitas produções puxadas para o lado político-social do Brasil, vide “Falcões - meninos do tráfico”, de MV Bill e Celso Athayde, existem aqueles atentos ao dia-a-dia e aos detalhes que nos escapam. Seja como for, o estilo documental proporciona uma liberdade no olhar que garante ao telespectador o contato com uma obra inevitavelmente pessoal. No entanto, poucos são os que conseguem viver somente de sua produção autoral, e a maioria precisa trabalhar em projetos paralelos.O diretor de fotografia juizforano, Cleisson Vidal, que apresentou o documentário “Missionários” na última edição do Festival Primeiro Plano, trabalha como freelancer no Rio e em São Paulo. “Documentário no Brasil é para poucos. O próprio Coutinho ficou 15 anos sem filmar. O problema da distribuição é estrutural e ninguém pretende mexer na engrenagem da indústria cinematográfica. É uma dinâmica perversa que não sei ao certo como reverter, mas a TV, a Internet banda-larga e as salas de cinema com projeção digital podem ser uma saída”, avalia o documentarista.
Flerte com o jornalismo
“De quatro anos para cá, houve um aumento na produção, na visibilidade e também na bibliografia sobre documentário. Há dez anos, você encontrava pouquíssimos livros sobre o assunto, mas, desde então, o crescimento tem sido constante”, avalia o professor da Faculdade de Comunicação da UFJF (Facom), mestre em Multimeios pela Unicamp, Cristiano Rodrigues. De fato, o maior festival do estilo no país, o É Tudo Verdade, incluiu, há alguns anos, um fórum de discussão em sua programação. Neste caso, além de apresentação e competição de documentários, diversas pessoas da área são convidadas a discutir diferentes aspectos do mercado e da criação. “As faculdades de jornalismo estavam precisando desta ponte com o cinema, e o documentário acrescenta muito ao jornalista. Vejo que os alunos estão interessados por temas mais humanizados e olhares mais sinceros”, completa Cristiano.
Um grupo de alunos da Facom se identificou com esta proposta e, sob orientação do professor, realizou o documentário “Conquista”, como trabalho de conclusão de curso. Durante um mês, eles acompanharam a rotina de um assentamento do MST, no Sul do país. “Vejo que fomos muito influenciados pelo Coutinho, baseando o filme muito em cima da fala. Hoje, percebo que posso ser mais subjetiva e dar atenção ao entorno”, diz Flávia Vilela, produtora do documentário, que participou da oficina de Pimentel. “Sempre gostei de cinema, mas nunca tive idéias para roteiros de ficção. Prefiro observar. Acho que é uma forma de jornalismo mais sincero, em que não precisamos ser imparciais e temos ponto de vista e olhar explícitos.”
Como tudo que se banaliza, ainda existe desproporção entre a produção documental e a qualidade do material. Vidal defende que, apesar das dificuldades com divulgação e do crescimento abrupto do número de produções, a competência do trabalho ainda é o melhor atrativo para o espectador. Para Pimentel, a principal conseqüência deste “boom” é a falta de preparo dos realizadores. “Você não tem que ensaiar, preparar cenário, maquiar: é só montar a câmera e filmar. E, justamente porque não costuma existir roteiro em um primeiro momento, é preciso estar com um conceito muito claro e não deixar para descobrir qual é sua história ao final das filmagens. O filme é você quem faz, não o acaso.”
Fique por dentro
- Documenta Brasil (SBT): R$ 550 mil. Inscrições abertas até 26 de junho
- É tudo verdade
(Jornal Tribuna de Minas - Juiz de Fora, quarta-feira, 04 de junho de 2006)
Justiça determina que Caixa indenize correntista
A ação está tramitando na 3ª Vara da Justiça Federal e foi impetrada pelo cineasta Franco Groia contra a Caixa Econômica Federal. A juíza Sílvia Elena Petry Wieser concedeu a indenização de R$ 1 mil ao cineasta e deu prazo de 30 dias para o banco providenciar um equipamento adaptado para deficientes em seus terminais. Caso isso não aconteça, a multa será de R$ 500 para cada dia que o banco descumprir a ordem judicial. A decisão, no entanto, pode ser questionada em recurso.
Segundo Groia, o resultado é positivo, já que pode beneficiar um grande grupo de pessoas. Ele considera, no entanto, a indenização muito pequena. “Este valor não afeta a Caixa Econômica em nada. Parece piada. Vamos requerer um aditivo.” No ano passado, o cineasta ganhou uma ação contra o Bradesco. Na ocasião, além da multa diária - que foi semelhante - foi fixada indenização de R$ 5 mil.
Necessidades especiais
A base da ação é a falta de condições de acesso e operacionalização para os portadores de necessidades especiais. A assessoria da Caixa informou que o banco ainda não teve acesso a todo o conteúdo da sentença e que por isso não vai se pronunciar sobre o caso. O valor originalmente requerido por Groia é de cem salários mínimos - o equivalente hoje a R$ 35 mil.
Longo caminho para a democratização
A Câmara apresentou ontem à classe artística de Juiz de Fora a proposta de lei para criação do Conselho Municipal de Cultura formulada pela Prefeitura. Em audiência pública, membros do poder público, produtores e representantes de entidades culturais, além de vereadores, discutiram o projeto, que gerou muitos pontos polêmicos, como a paridade e o poder deliberativo do conselho.
Segundo proposta do prefeito Alberto Bejani, dos 31 membros sugeridos para compor o grupo, dois terços seriam do poder executivo e os demais, da sociedade civil, representando diferentes entidades culturais da cidade. Além disso, o conselho teria poder apenas consultivo. “Este órgão deve ser a instância máxima da política cultural do município e tem que estar acima de divergências partidárias”, reivindicou o jornalista e produtor cultural Jorge Sanglard, ressaltando a importância de que o processo de formação do conselho seja “o mais democrático possível”. Para o presidente da Fundação Museu Mariano Procópio (Mapro), Francisco Antônio de Mello Reis, a necessidade deste conselho é inegável, e ele já deveria existir há muito tempo. “Meu medo, entretanto, é que ele se torne apenas um órgão burocrático para recolher assinaturas que viabilizem o funcionamento das instituições. Não podemos deixar isso acontecer”, afirmou.
Diante das reivindicações unânimes da classe artística para que fosse aprofundada a discussão, o vereador do PT, Flávio Cheker, convocou nova audiência, desta vez convidando todos os produtores culturais. “As sugestões de alteração do projeto devem ser encaminhadas à Comissão de Educação e Cultura da Câmara, para depois serem recolhidas, avaliadas e apresentadas as emendas”, informou o vereador. Quanto aos membros integrantes deste conselho, nada foi decidido. “Não é só a produção que está em jogo aqui, mas também a gestão, a distribuição e a visibilidade da cultura da cidade. O Sistema Nacional de Cultura vai aumentar e garantir a chegada de capital ao nosso Fundo Municipal”, diz o cineasta Franco Groia, lembrando que o sistema de conselhos vem funcionando há alguns anos em cidades como Recife, Florianópolis e Porto Alegre, o que serviu de inspiração para a atual diretriz federal.
(Jornal Tribuna de Minas - Juiz de Fora, quarta-feira, 24 de maio de 2006)
Projetos de cinema se misturam com projetos de vida
Você cursou Comunicação Social na UFJF. O interesse pelo cinema começou nessa época?
Fonte: www.emiolo.com - publicada no site dia 12 de maio de 2006
01 abril 2006
Cinema no Rio
(Coluna "Cesar Romero" do Jornal Tribuna de Minas de 1 de abril de 2006)
31 março 2006
Tempos que não voltam mais
Quem nunca ouviu falar na lendária cantina da Faculdade de Comunicação (Facom) da UFJF, com suas festas e eventos culturais? Na década de 90, as Sextas Culturais e as Zonas Literárias, promovidas por alunos, funcionários e professores, transformaram o espaço de convivência da Facom em um verdadeiro point do campus, com manifestações artísticas diversas, criando oportunidades de os alunos mostrarem seus talentos e atraindo a comunidade não-acadêmica também. Desativada no último dia 17, a área de convivência vai dar lugar à construção de três novas salas. As obras já foram iniciadas e, segundo a coordenação de Imagem Institucional, o projeto é considerado prioritário pela reitora Margarida Salomão.
“O espaço era ponto de encontro de alunos de vários períodos e também de outros cursos, possibilitando uma troca de experiência e um aprendizado, às vezes, mais importante que as aulas”, lembra a professora aposentada Leila Barbosa. A construção de salas no local partiu de uma solicitação da direção da faculdade. De acordo com a diretora, Marise Pimentel Mendes, a necessidade de mais salas tornou-se ainda mais urgente com a consolidação do curso noturno, a abertura de novos cursos de especialização e a expectativa de implantação do mestrado.
Em contato com a direção das unidades vizinhas ao prédio da comunicação, a intenção de Marise é pleitear um novo espaço de convivência - mais amplo e com restaurante apropriado -, que integre todo o setor de Estudos Sociais. Mas, enquanto os planos não saírem do papel, o fato é que os alunos ficarão sem este ponto de encontro, que um dia teve um papel complementar para a formação acadêmica de alunos que presenciaram o auge de toda a integração cultural e tornaram-se jornalistas, publicitários, músicos, cineastas e etc.
Espaço de convivência e cultura Tudo começou quando uma turma de alunos decidiu criar um evento para movimentar o local, ainda semi-habitado. Um deles, Nivaldo Alvarenga, hoje sócio-diretor de uma agência de propaganda, conta que a idéia original das Sextas Culturais era fazer um evento que integrasse os alunos e movimentasse o espaço, atraindo para o prédio acadêmicos de outros cursos e pessoas de fora da universidade. Uma equipe de estudantes partia em busca de patrocínio junto à iniciativa privada e outra ficava por conta da programação. O sucesso transformou a iniciativa em projeto de extensão, que passou a receber recursos da UFJF e orientação de professores.
O evento começava à tarde, por volta da 15h, com a exibição de clássicos do cinema no telão do anfiteatro. Depois do filme, o programa contava com atividades diversas a cada semana, como exposições de pinturas, fotos, desenhos, lançamentos de livros, fanzines, desfiles de moda alternativa e apresentações de capoeira. Lá pelas 20h, começava o show, sempre com bandas locais, muitas vezes formadas por alunos. “Tínhamos um público muito bom e chegou um momento em que as pessoas nos procuravam para fazer parte do evento, porque era um espaço aberto e com muita visibilidade”, lembra com orgulho o publicitário.
Bandas conhecidas até hoje no circuito cultural da cidade, como Eminência Parda e Boa Pergunta, se formaram no contexto das Sextas Culturais. Artistas da cidade tiveram suas primeiras criações exibidas nos eventos, como é o caso dos cineastas Rogério Terra, Marcos Pimentel, Léo Ribeiro, Franco Gróia, Alexei Divino. Até a cantora Ana Carolina, hoje conhecida nacionalmente, já se apresentou em uma Sexta Cultural. “Grande parte do que aprendi na UFJF foi neste intercâmbio multicultural que acontecia na cantina da Facom”, declara o ex-aluno Léo Teixeira, integrante da banda Boa Pergunta.
No entanto, com o passar dos anos, o projeto acabou se distanciando da idéia original. “Antes, o entretenimento e a cervejada eram apenas conseqüências e vinham no final da festa”, conta Léo. “Quando a minha turma se formou, o Diretório Acadêmico decidiu que, a cada semana, a organização do evento ficaria por conta de uma turma, e a renda arrecadada com a venda de bebidas durante o show seria destinada aos fundos de formatura. Então, a coisa perdeu um pouco o caráter cultural pelo comercial”, lamenta Nivaldo.
Formação cultural fora de sala A professora Leila Barbosa considera a falta de uma área de convivência como uma falha da educação. “O espaço era carregado de sua cultura, e ali os estudantes tinham idéias.” O cineasta Rogério Terra também ressalta que, por ser um curso da área de Humanas, há necessidade de um ambiente para celebrações, bate-papo informal e manifestações culturais. Para o jornalista Fabiano Moreira, também formado pela Facom, o espaço era tido como um lugar de pessoas antenadas. “Só quem viveu o que rolava ali sabe o quanto vai fazer falta para a universidade.” Em eventos como as Sextas Culturais e as Zonas Literárias, ele costumava lançar o fanzine Bate Macumba, com uma mescla de trabalhos de alunos, professores e artistas.
As Zonas Literárias aconteciam a cada semestre durante os anos de 1995, 96 e 97. O projeto foi idealizado pelas professoras de Redação em Língua Portuguesa, Leila Barbosa e Marisa Timponi que, fascinadas com a criatividade dos alunos expressa em trabalhos e seminários, decidiram expandir o universo das salas de aula para um espaço público. Os eventos reuniam poetas, escritores, músicos, estudantes, funcionários e professores com o objetivo de estimular a produção literária.
(Matéria publicada no Jornal Tribuna de Minas, dia 29 de março de 2006.)
12 março 2006
Cineastas, diretores e produtores discutem os caminhos do cinema digital
Cinema digital(R)Evolução cinematográfica?
Reduzir custos de filmagens cinematográficas em menos da metade parece um sonho impossível para profissionais do ramo, mas o fato é que o cinema caminha cada vez mais para a democratização, graças ao sistema digital, que vem sendo tão debatido nos últimos anos. A nova tecnologia, que não pára de ser aperfeiçoada, caiu nas graças de cineastas como George Lucas, Lars Von Trier, Spike Lee, Mike Figgs e outros, sem contar brasileiros como Eduardo Coutinho e Domingos Oliveira, que vem exibindo em festivais seu último trabalho realizado com apenas R$ 35 mil. Este baixíssimo orçamento de “Carreiras” foi possibilitado pela escolha do digital e pela cooperativa de técnicos e atores formada pelo diretor.
O digital também aumentou as perspectivas de estudantes como os da faculdade de cinema de Juiz de Fora, Josy Visonar e Cacinho, premiados no último ano no concurso Trama Universitário por um videoclipe para música de Tom Zé. Motivados, os jovens realizadores continuam a produzir e acabaram de lançar o curta “Sofia”, recém-exibido na cidade. Para o assistente de direção e videasta paulista Eduardo Aguilar, o digital viabiliza e concretiza o processo prático do aprendizado. “Se pensarmos em utilizar a película nesse tipo de estrutura, estaríamos inviabilizando a realização de oficinas ou, no mínimo, confinando-as ao contexto teórico”, diz Aguilar, que viaja Brasil afora ministrando oficinas.
As produções cinematográficas em sistema digital, com cópia em fitas ou HD (disco rígido), podem ser exibidas tanto em tela grande quanto em aparelho doméstico de TV sem, no entanto, fazer com que as diferenças de imagem em relação à película passem incólumes pelo espectador.
“O que observo no dia-a-dia junto aos amigos, cinéfilos ou não, é que, nas exibições que têm utilizado cópias digitais, o público pouco se dá conta das diferenças de imagem, e em relação aos filmes realizados diretamente no suporte digital, as diferenças são percebidas ainda que de forma inconsciente através de um certo incômodo”, constata Aguilar, ressaltando que, caso o filme agrade enquanto proposta, isso não pesa na avaliação. “Evidentemente, os mais bem informados e que detêm maior capacidade técnica para avaliar as questões de definição de imagem reclamam em especial das exibições digitais de filmes captados em película”, diz o assistente de direção.
O cineasta juizforano Marcos Pimentel teme que o acesso facilitado pelo baixo custo do digital banalize o critério cinematográfico. “Democratizar é ótimo, mas, com fita digital barata, todo mundo está saindo para filmar. É comum ver pessoas com horas e horas de material. Quando chegam para editar, descobrem que fizeram a parte de pesquisa filmando. Só sabem qual filme deveriam fazer depois que deixaram de filmar. Precisamos continuar pensando à moda antiga”, diz Marquinhos.
A produtora ressalta que, no processo de finalização, pode-se transferir o documentário para o rolo de negativo, de forma que o filme rode em um projetor de cinema e possa participar de festivais como película. “Infelizmente, os cineastas vão acabar abandonando a película... Mas concordo que, como no documentário, a estrela é o assunto, a câmera numérica facilita tudo”, conclui Reichenbach.
A maioria dos profissionais de cinema ainda considera o digital um formato. “A linguagem do cinema continua sendo do cinema. Claro que tem coisas que a TV aperfeiçoou, mas o cinema continua tendo esta hegemonia em forma de linguagem”, diz Franco Groia. Já Marcos Pimentel aposta que o digital vai acabar incorporando novidades à linguagem cinematográfica, mesma opinião de Eduardo Aguilar.
Carlos Reichenbach enfatiza a necessidade de desmistificar a palavra digital como se ela fosse a “panacéia”. “Infelizmente, tem gente encarando o digital como uma linguagem. Por isso o cinema está ficando muito parecido com a televisão. Se o optical disk (suporte) ou qualquer outro suporte mais amplo e generoso que o negativo fotográfico for adotado mundialmente um dia, aí sim poderemos ver nascer uma nova linguagem, porque as possibilidades plásticas e inventivas do cinema se tornarão infinitas”, prevê.
Aguilar considera esta discussão ainda acanhada. “Como qualquer novidade, as pessoas temem as mudanças. Foi assim na troca do cinema mudo para o sonoro, do preto e branco para as cores. Acho que ocorreram perdas em ambos os casos, mas houve recomposição dessas perdas através de novos ganhos”, ressalta. Discussões à parte, o assistente alerta: “Assim como não faz sentido ter saudades da máquina de escrever, acho que é preciso explorar o digital, apontar suas falhas, mas trabalhar junto e a partir dele”.
Diferenças, vantagens e desvantagens
(Matéria publicada no Jornal "Tribuna de Minas" - 12 de março de 2006)
10 outubro 2005
Projeto de lei nº 2.670/2005

- Nesta oportunidade, são encaminhadas à Mesa as seguintes proposições:
Projeto de Lei nº 2.670/2005
Art. 1º - As instituições bancárias que atuam no Estado de Minas Gerais deverão adaptar, em cada agência bancária, pelo menos um caixa eletrônico para utilização por pessoas portadoras de deficiência física locomotiva.
Art. 2º - Esta lei entra em vigor da data de sua publicação.
Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário.
Justificação:
Na sentença, o Juiz, além da indenização por danos morais, estabeleceu uma multa diária de R$500,00, em caso de descumprimento da determinação de adaptar ao menos um caixa eletrônico no prazo de 30 dias.
O Banco reduziu a altura de um dos caixas. "Mas ainda falta adequar alguns itens, como o tempo que o caixa concede a cada operação", diz Groia. "Para um deficiente esse tempo é implacável", completa. Os argumentos do advogado de Groia, acatados pelo Juiz, foram essencialmente calcados no Código de Defesa do Consumidor, que assegura ao cliente um atendimento de forma regular e eficaz. "Cabe ao banco, que se propôs a prestar os serviços bancários, adaptar-se às exigências do consumidor de seus serviços, e não o contrário", afirmou o Juiz em sua decisão.
O Bradesco usou em sua defesa, segundo consta da decisão, o argumento de que segue estritamente as normas do Banco Central, mais precisamente a Resolução nº 2.878 e a Lei nº 10.098, que dispõem sobre acessibilidade e autonomia de deficientes. Nenhuma delas obrigaria o banco a dispor de tal serviço para portadores de deficiência locomotiva. Mas o Juiz Paulo Tristão Machado Júnior diz que tais dispositivos citados pelo banco devem adaptar-se ao Código, e não o contrário. "O Bradesco, a maior instituição financeira privada do País, com lucros recordes de conhecimento geral, chegou ao absurdo de nesta audiência sugerir que o autor procure um banco que atenda suas necessidades", disse o Juiz. "Seria até mesmo politicamente mais viável atender a todos os consumidores dos seus serviços, sem exceção, do que desprezá-los e recomendar que procurem outra instituição".
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Bradesco informou apenas que o banco atendeu prontamente a decisão da Justiça, de forma a adaptar um de seus caixas de auto-atendimento a portadores de deficiência locomotiva.
Consideramos essa vitória histórica e verdadeiro marco na reafirmação dos direitos das pessoas portadoras de deficiências. Assim, apresentamos este projeto de lei, que visa a determinar aos bancos que atuam no Estado a imediata recepção da determinação contida na sentença, adaptando ao menos um caixa eletrônico em cada agência, demonstrando, assim, sua preocupação com o atendimento apropriado de todo e qualquer cliente.
- Publicado, vai o projeto às Comissões de Justiça e de Direitos Humanos para parecer, nos termos do art. 188, c/c oa rt. 102, do Regimento Interno.






